Resumo: em faixas didáticas de mercado para 2026, um poço artesiano (poço tubular) de 150 metros no Sudeste custa entre R$ 52 mil e R$ 127,5 mil; um poço raso de 20 metros, entre R$ 10 mil e R$ 28 mil; um de 50 a 60 metros, entre R$ 18 mil e R$ 51 mil — sempre sem a bomba. O que faz um poço custar o dobro de outro da mesma profundidade não é a broca: é a geologia, que decide quanto tubo, filtro e pré-filtro vão dentro do furo.
Esta é a tabela de referência da Aqua Liber para quem está começando a orçar um poço: o que entra na conta, quanto custa cada profundidade, por que o terreno sedimentar sai mais caro que a rocha e como pedir um orçamento que não esconda nada.
Última atualização: 5 de outubro de 2026 — Equipe Técnica Aqua Liber (equipe com 15+ anos de experiência, laudos com ART-CREA).
Resumo técnico
- Poço de 150 m no Sudeste (2026): R$ 52–127,5 mil — cristalino R$ 52–75 mil, misto R$ 60–98 mil, sedimentar R$ 82–127,5 mil.
- Poços rasos e médios, sem bomba: 20 m R$ 10–28 mil · 50 m R$ 18–45 mil · 60 m R$ 21–51 mil.
- Dois números diferentes de "R$ por metro": a perfuração em si (avanço da broca) custa em geral R$ 120–280/m em poço comum; o poço pronto, dividido pela profundidade, sai por R$ 350–850/m.
- A perfuração é só cerca de um terço do investimento: revestimento, filtros, limpeza, teste de vazão, análise e bomba formam o resto.
- Contraintuitivo: no sedimentar o metro é barato e o poço é caro; no cristalino o metro é caro e o poço sai mais barato.
Quanto custa um poço artesiano em 2026?
Resposta direta: depende da profundidade e, principalmente, do terreno. Em faixas didáticas de mercado para 2026, um poço tubular de 150 metros no Sudeste fica entre R$ 52 mil e R$ 127,5 mil; poços rasos e médios custam de R$ 10 mil (20 m) a R$ 51 mil (60 m), sem bomba. A bomba e o estudo do terreno entram à parte.
| Profundidade / tipo | Para quem costuma servir | Faixa didática (sem bomba) |
|---|---|---|
| 20 m — poço tubular raso ("mini poço") | casa, chácara, horta pequena | R$ 10–28 mil |
| 50 m — poço tubular médio ("semi-artesiano") | casa, sítio, criação pequena | R$ 18–45 mil |
| 60 m | idem, com mais margem | R$ 21–51 mil |
| 150 m — poço profundo, Sudeste 2026 | sítio, indústria, condomínio, pecuária | R$ 52–127,5 mil |
| Irrigação em grande diâmetro e alta vazão | agricultura irrigada de larga escala | outra liga: R$ 1,5–1,9 milhão+ por conjunto, já com bomba e regularização |
Nota: faixas didáticas de mercado 2025–2026, sem preço fechado de nenhuma empresa. As linhas de 20 a 60 m seguem a composição item a item detalhada nos guias de poço de 20 metros e de poço semi-artesiano de 50 metros; a de 150 m usa as faixas canônicas do Sudeste em 2026 e outra classe de sonda — não misture as escalas.
Por que poços de 150 metros custam de R$ 52 mil a R$ 127,5 mil?
Resposta direta: porque o custo total nasce da geologia, não da perfuratriz. No terreno sedimentar a coluna inteira precisa de tubo, filtro e pré-filtro — o material vira o maior item. Na rocha cristalina o furo se sustenta sozinho e dispensa tubo no trecho em rocha: o metro é mais caro, mas o poço sai mais barato.
| Terreno (poço de 150 m, Sudeste 2026) | Poço pronto ÷ profundidade | Total do poço |
|---|---|---|
| Sedimentar puro (ex.: Bauru, Guarani) | R$ 550–850/m | R$ 82–127,5 mil |
| Misto (sedimento sobre rocha) | R$ 400–650/m | R$ 60–98 mil |
| Cristalino maciço (granito, gnaisse) | R$ 350–500/m | R$ 52–75 mil |
Nota: esta é a inversão que quase nenhuma proposta explica. O aquífero sedimentar exige revestimento e filtros em toda a extensão do poço — a tubulação contínua é o item mais caro do orçamento. O cristalino maciço dispensa tubulação ao longo da coluna em rocha, porque a rocha "se sustenta" — daí o custo total menor, mesmo com martelo pneumático e avanço mais lento. Em cristalino, raramente compensa ir além de 120 a 180 metros: as fraturas rareiam e o custo por m³/h de água sobe muito.

Há ainda o poço misto ou telescópico — sedimento sobre rocha, ou rocha cárstica — em que o furo é feito em diâmetros decrescentes, com isolamento sanitário no topo e produção no trecho mais estreito. É o caso em que a imprevisibilidade é a regra: perda de fluido em fraturas, trechos duros, isolamentos. Por isso a faixa é a mais ampla.
O preço por metro: dois números que ninguém separa
Resposta direta: quando alguém diz "R$ por metro", pode estar falando de duas coisas. A perfuração em si — o avanço da broca — custa em geral R$ 120–280/m num poço comum; o poço pronto, dividido pela profundidade, sai por R$ 350–850/m. A perfuração é cerca de um terço do investimento final.
| Situação | Perfuração em si (didático) |
|---|---|
| Sedimento, diâmetro pequeno/médio (6"–8½") | R$ 120–250/m |
| Rocha com martelo pneumático, 6", até ~150 m | R$ 150–280/m |
| Rocha, trechos profundos (200 m ou mais) | R$ 320–720/m |
| Rocha em grande diâmetro / alta capacidade | de ~R$ 285/m a mais de R$ 1.000/m |
Nota: faixas didáticas; o metro encarece à medida que o poço aprofunda — orçamentos sérios cobram por trecho (0–100 m, 100–200 m…), com alta típica de 20% a 35% a cada novo trecho de 100 m. O R$/m anunciado quase nunca inclui revestimento, filtros, cimentação, teste, limpeza, bomba ou regularização. O detalhamento está no guia do valor de perfuração por metro.
O que entra num orçamento de poço (os 5 blocos)
Resposta direta: um orçamento honesto separa cinco blocos: mobilização, perfuração, materiais e completação, testes e validação, e bombeamento. O "preço do poço" que circula na internet quase sempre é só o segundo bloco — os outros quatro são onde dois orçamentos "iguais" se separam.
| Bloco | O que inclui | Faixa didática |
|---|---|---|
| 1. Mobilização | deslocamento dos equipamentos, montagem do canteiro | ~R$ 12–15/km; canteiro de ~R$ 1,5 mil (poço simples) a ~R$ 11 mil (porte grande) |
| 2. Perfuração | avanço da broca, por trecho e diâmetro | R$ 120–280/m em poço comum (tabela acima) |
| 3. Materiais e completação | revestimento PVC geomecânico 4"–6" · filtro ranhurado · pré-filtro de seixos · cimentação sanitária | R$ 150–290/m · R$ 165–290/m · R$ 1.250–2.100/t · ~R$ 1.450/m³ |
| 4. Testes e validação | teste de bombeamento (~24 h) · desenvolvimento (limpeza) · análise de potabilidade | R$ 6–18 mil · R$ 3,5–9 mil · R$ 300–600 (básica) a R$ 3.600 (completa) |
| 5. Bombeamento e elétrica | bomba submersa, quadro, cabo, tubulação | em poço residencial, uma fração do total; em irrigação de larga escala, pode passar de R$ 200 mil |
Nota: faixas didáticas de mercado 2025–2026. Revestimento em aço ou inox, filtros de grande diâmetro e bombas de alta potência multiplicam os blocos 3 e 5 — é o que separa um poço de sítio de um poço de irrigação. O teste de bombeamento e o desenvolvimento não são opcionais: sem eles não há como saber a vazão real nem dimensionar a bomba.

O que mais move o preço
Resposta direta: cinco fatores: o tipo de rocha ou solo, a profundidade, o diâmetro, o material do revestimento e o acesso ao terreno. Os dois primeiros ninguém escolhe; os três últimos são decisões de projeto — e é neles que um bom projeto economiza sem perder água.
- Litologia: sedimento macio é rápido e barato de furar; rocha dura pede martelo de fundo e ar comprimido — metro caro, mas pouco tubo.
- Profundidade: encarece pela perfuração, por um revestimento mais robusto e por uma bomba que precisa vencer mais altura.
- Diâmetro: superdimensionar desperdiça tubo e cimento; subdimensionar derruba a vazão. Ajustar o diâmetro à vazão realmente necessária é uma das maiores economias possíveis.
- Material do revestimento: PVC geomecânico é o padrão econômico; aço e inox entram em poços profundos, pressurizados ou de água agressiva.
- Logística e acesso: estrada ruim, ponte frágil ou região remota somam dias de mobilização — um custo que quase nunca aparece no R$/m anunciado.
As faixas deste guia cobrem poços de uso corriqueiro. Casos especiais — poços muito profundos (acima de 400 m), captações com obturador (packer) e completações em várias camadas — seguem outra lógica de custo e devem ser orçados à parte.
Custos que ficam fora do "preço do poço"
Resposta direta: a regularização, a análise da água e o estudo do terreno raramente aparecem no preço anunciado. Todo poço depende de autorização do órgão gestor estadual; a água para consumo humano exige análise pela Portaria GM/MS 888/2021; e o estudo geofísico, feito antes, define onde e até onde perfurar.
Regularização. São dois atos distintos: a licença para perfurar, antes da obra, e a outorga de direito de uso (ou a dispensa, para uso pequeno, com cadastro), depois. A competência é sempre do estado — SP Águas (ex-DAEE) em São Paulo, IGAM em Minas Gerais e equivalentes nos demais. O custo real não está na taxa, e sim no projeto e no relatório técnico com ART que embasam o pedido; taxas, prazos e multas de São Paulo estão no guia de outorga de poço artesiano em SP.
Normas. O poço bem feito segue a NBR 12.212 (projeto) e a NBR 12.244 (construção), com cimentação sanitária, laje de proteção e relatório técnico construtivo ao final. Poço "barato" que corta essas etapas costuma sair caro depois — em contaminação, colmatação ou perda de vazão.
Bomba. Só deve ser escolhida depois do teste de vazão; o guia da bomba submersa palito mostra como dimensionar.
Como pedir um orçamento sem surpresas
Resposta direta: estude o terreno antes de orçar, exija memorial descritivo com cada etapa precificada e confira, antes do pagamento final, a documentação técnica do poço. Orçamento que mostra só o R$/m está escondendo a maior parte da conta.
- 1. Estudo do terreno antes do orçamento. Perfurar sem saber onde está a água é o maior desperdício de R$/m que existe.
- 2. Memorial descritivo completo. Perfuração por trecho, revestimento, filtros, cimentação, teste de bombeamento, desenvolvimento, análise e documentação — cada um com preço.
- 3. Materiais especificados. Tubos, filtros, pré-filtro, bomba, cabo e quadro compatíveis entre si e com a química da água.
- 4. Documentação antes do pagamento final: ART do responsável técnico, certificado de procedência de tubos e filtros, relatório do teste de bombeamento com a vazão medida, laudo de potabilidade (se for para consumo humano), outorga ou protocolo no órgão estadual, relatório técnico construtivo e garantia por escrito contra falhas estruturais.
O passo a passo completo está em como orçar a perfuração de um poço artesiano, e o que exigir de quem vai executar, em como escolher a melhor empresa de poços artesianos.
Onde a geofísica entra na conta
Resposta direta: o custo mais caro de um poço é o furo seco — ou o poço que dá pouca água. A locação por geofísica reduz esse risco antes da sonda chegar: mostra onde estão as fraturas no cristalino e as camadas produtivas no sedimentar, e em que profundidade instalar os filtros.

A Aqua Liber usa o Caminhamento Elétrico (eletrorresistividade 2D, que mede como o subsolo conduz corrente ao longo de uma linha) como técnica primária e a SEV (Sondagem Elétrica Vertical) como complementar, interpretados dentro do modelo conceitual hidrogeológico da área. Em rocha, isso importa ainda mais: a vazão depende de cruzar uma fratura conectada à recarga, e dois poços no mesmo terreno podem ter resultados — e custos — opostos. É por isso que o poço do vizinho não garante o seu.
- "O custo de um poço nasce do território, não da perfuratriz. O R$/m mais barato costuma sair mais caro no fim." — Equipe Técnica Aqua Liber
O estudo reduz drasticamente — não elimina — o risco de furo seco e de baixa vazão. Na Aqua Liber, a garantia é sobre o laudo: se a perfuração divergir do que o estudo apontou, devolvemos o valor da locação. O método completo está no guia de locação de poço artesiano; se você já perfurou e não deu certo, comece por perfurei o poço e não saiu água.
Perguntas frequentes
Quanto custa um poço artesiano em 2026?
Em faixas didáticas de mercado para 2026, um poço tubular de 150 metros no Sudeste custa entre R$ 52 mil e R$ 127,5 mil, sem a bomba. Poços rasos e médios vão de R$ 10–28 mil (20 m) a R$ 21–51 mil (60 m). O valor real depende do terreno, do diâmetro e do projeto — peça orçamento com memorial descritivo completo.
Qual o valor do metro de um poço artesiano?
Depende do que se chama de "metro". A perfuração em si custa em geral R$ 120–280/m num poço comum e sobe nos trechos profundos; o poço pronto, dividido pela profundidade, sai por R$ 350–850/m num poço de 150 m no Sudeste. Compare orçamentos pelo total com memorial descritivo, não pelo R$/m.
Por que poço em terreno de areia sai mais caro que em rocha?
Porque no terreno sedimentar a coluna inteira precisa de tubo, filtro e pré-filtro — o material vira o item mais caro. Na rocha cristalina, o furo se sustenta sozinho e dispensa tubo no trecho em rocha. O metro de rocha é mais caro, mas o poço pronto tende a sair mais barato: R$ 52–75 mil contra R$ 82–127,5 mil em 150 m.
Quanto custa um poço semi-artesiano de 50 metros?
Em faixas didáticas de mercado (2025–2026), entre R$ 18 mil e R$ 45 mil sem a bomba; um de 60 metros, entre R$ 21 mil e R$ 51 mil. A diferença entre o piso e o teto está no terreno: sedimentar pede tubo em quase toda a coluna, cristalino não.
O preço do poço inclui a bomba?
Em geral, não. A bomba, o quadro elétrico, o cabo e a tubulação formam um bloco à parte, dimensionado depois do teste de vazão. Em poço residencial é uma fração do total; em irrigação de larga escala, o bombeamento sozinho pode passar de R$ 200 mil.
Poço artesiano precisa de outorga?
Todo poço depende de autorização do órgão gestor estadual — em São Paulo, a SP Águas; em Minas Gerais, o IGAM. Usos pequenos podem ser dispensados de outorga, mas o cadastro continua obrigatório: em São Paulo, até 15 m³/dia. Perfurar ou operar sem autorização é infração administrativa.
Vale a pena pagar estudo geofísico antes de perfurar?
Na maioria dos casos, sim: o estudo custa uma fração da perfuração e ataca o pior custo de todos, o furo seco ou de baixa vazão. Ele define onde e até onde perfurar e em que profundidade instalar os filtros. Não elimina o risco, mas o reduz drasticamente — e deixa o orçamento mais previsível.
Próximo passo: aprofunde sua decisão
Antes de fechar orçamento, entenda o projeto inteiro: o e-book gratuito da Aqua Liber cobre do estudo geofísico à outorga, com um checklist para comparar propostas. Baixe o Guia do Projeto de Poço com Segurança Técnica — responda 2 perguntas rápidas e receba o PDF no seu e-mail.
Um aviso importante: este artigo é educativo. As faixas de valores são referências didáticas de mercado (2025–2026) para você entender a ordem de grandeza — não são orçamento nem proposta da Aqua Liber, e o custo real depende da geologia, da profundidade, do diâmetro e do projeto. Regras de outorga variam de estado para estado e devem ser confirmadas no órgão gestor; nenhuma água de poço deve ser considerada potável sem análise laboratorial conforme a Portaria GM/MS 888/2021. Peça sempre orçamento com memorial descritivo completo.
Sobre a Aqua Liber
A Aqua Liber Geofísica é especializada em locação de poços por geofísica — Caminhamento Elétrico (técnica primária) e SEV (complementar), interpretados dentro do modelo conceitual hidrogeológico de cada área. Fundada em 2021, reúne uma equipe com mais de 15 anos de experiência no setor e centenas de laudos geofísicos emitidos com ART-CREA, atendendo propriedades em vários estados do Brasil, em terrenos sedimentares e cristalinos. Se o estudo geofísico divergir da realidade encontrada na perfuração, o valor da locação é devolvido.
Pronto para investir com previsibilidade?
Antes de pagar o primeiro metro, descubra o que o seu subsolo tem a dizer: estudo geofísico com laudo, ART e garantia em contrato. Fale com a equipe técnica pelo WhatsApp (11) 94288-3000 ou conheça o serviço de locação de poços.